Como se pode ver no nosso Relatório de Contas deste ano, temos que pagar dois empréstimos obrigacionistas no valor de 35M€ e 50 M€ respectivamente.
E agora a questão que se faz é se há dinheiro para pagar isto.
Claramente a resposta é negativa, ou seja, não há nem nunca houve dinheiro para pagar estes empréstimos.
O que iria ser feito, como aliás sempre se fez no Benfica, era ou fazer um novo que englobasse os dois ou então prolongar estes por mais 2 ou 3 anos.
Qual o problema? Não há o amigo Salgado para safar o Vieira desta vez.
Logo vai-se ter mesmo de pagar isto.
Mas será apenas isto?
Pois bem, há ainda a questão do Benfica Stars Fund que irá ser terminado em Setembro, tal como contemplava na constituição do mesmo:
Sendo assim, em Setembro vai ser preciso devolver o valor dos passes dos jogadores que ainda se encontram no fundo, a saber:
Neste caso, e retirando o valor dos jogadores já vendidos (Cardozo, Kardec, Garay, Rodrigo e André Gomes), temos de entregar 14.925.000€.
Ora se a este valor somarmos os 85M€ dos empréstimos obrigacionistas, temos este ano de pagar só nestes 3 instrumentos 100M€.
Agora, vamos às vendas:
Enzo: 25M€
Gaitán: 40M€
Apenas dá assim de uma forma bem "grossa" 65M€, pelo que admitindo que o que dinheiro que sobrou dos que já vendemos entretanto é para comissões e para compensar o fundo no caso do Gaitán, ainda continua a faltar dinheiro.
Pois é, apesar de já termos vendido quase toda a equipa do ano passado, continuamos com um problema, falta dinheiro.
E aqui das duas uma:
- Admite-se que afinal o Bernardo, Cancelo e Cavaleiro foram vendidos ao fundo do Peter Lim, e aí temos o valor que falta pagar;
- Se não os venderam (o que me custa a acreditar), é preciso vender mais gente. E aqui entra o último jogador capaz de fazer dinheiro que temos no plantel, o Sálvio.
De uma forma ou de outra, parece-me claramente que é desta vez que o mito do "milagre financeiro" cai por terra.
E também de uma forma ou de outra, é o nosso Benfica que sai a perder.
PS: isto são contas feitas muito por alto, como é óbvio...